dicionário Opera10

O dicionário Opera10 é um recurso oferecido pelo Opera10 Cursos de maneira gratuita e pública para que internautas possam obter referências sobre termo associados a disciplinas relativas ao universo da linguagem (Língua Portuguesa, Literatura, Redação, Artes e Interpretação de texto) e que são cobradas em concursos. Nosso dicionário está em constante evolução, caso tenham sugestões de termos ou conceitos a serem explorados por nossa equipe, mande e-mail com título “Dicionário Opera10” para atendimento@opera10.com.br.

A

A letra A é a primeira dos alfabetos grego e latino, que são a alfabeto da Língua Portuguesa, e da maioria dos outros alfabetos fonéticos conhecidos (“Aleph”, fenícios; alfa, gregos; etc.). É uma vogal que ocorre em cerca de 70 por cento das palavras da Língua Portuguesa. A origem do A é frequentemente relacionada ao pictograma – sinal de origem de todas as línguas – usado por egípcios com o formato da cabeça de um boi e à representação da águia na escrita hierática egípcia. Mais tarde, os fenícios a batizariam como “aleph”, também por meio da associação à imagem do touro. Está presente em outras formas de comunicação como o código Morse, o braile, o alfabeto fonético da Otan (alpha) e a telegrafia visual. Em linguagem popular, refere-se comumente a um lugar de prestígio e de alta hierarquia, são exemplo: “leite tipo A”, “classe A”, “nota A”, “padrão A de qualidade”, etc. A letra A tem ainda diversos significados diferentes em muitas ciências e saberes como símbolo representante de bancos de areia na cartografia, da nota musical lá, do argônio na Química, da estrela principal de uma constelação na Astronomia, de um tipo sanguíneo, do ampère na Física, de uma vitamina, do primeiro item ou posição de uma série, etc. Como abreviatura, pode significar abreviatura em letra minúscula “a.” ou autor em maiúscula “A”.

A.ne.do.ta – substantivo feminino – tipo de piada com forte apelo narrativo. Estruturalmente, constitui-se como um gênero textual narrativo curto em que o humor é preparado ao longo do desenvolvimento, a fim de, em geral, ter seu ápice no clímax, quando o efeito de humor pretendido é desencadeado no ouvinte ou leitor. Normalmente, é construída por meio de caricaturas de indivíduos que são, via de regra, ridicularizados ou desqualificados por meio de suas características distintivas como o sotaque, a cor do cabelo, o peso corporal, a orientação sexual, etc. É comum que se apele para preconceitos, senso comum, generalizações, etc., como forma de produzir o aspecto humorístico pretendido. Espera-se a presença marcante das tipologias narrativa e é possível o uso das tipologias descritiva, argumentativa, injuntiva, expositiva e dialogal, devido também ao aspecto oral predominante nas situações de enunciação desse gênero textual. Quanto às funções da linguagem, a predominante pode ser a poética ou a emotiva a depender do foco narrativo, embora, de maneira coadjuvante, todas as outras funções são possíveis devido ao caráter humorístico e múltiplo em possibilidades desse tipo de narrativa.

Outros nomes: piada.

Ocorrência em concursos: Enem e vestibulares (Códigos e linguagens, Língua Portuguesa e Literatura).

Atualizado em 23 de abril de 2021.

Ar.ti.go de o.pi.ni.ão – substantivo masculino – gêneros textuais – gênero textual texto opinativo, argumentativo e jornalístico com estrutura dissertativa sobre assuntos atuais e de relevância – em geral – coletiva, por meio da expressão e defesa de uma opinião particular sobre algo. Comumente, usa-se título em textos de concursos, assim como é padrão no jornalismo. A argumentação pode ser pessoal e focada nas experiências do autor, embora repertórios científicos, culturais e discursos de autoridade não sejam incomuns em artigos de opinião. Essa perspectiva argumentativa é denunciada pela presença obrigatória da primeira pessoa do singular ao menos uma vez em cada parágrafo. A linguagem deve ser objetiva e adequada à norma padrão. A máscara, por meio da qual o autor qualifica-se para tratar do assunto do artigo, é possível, embora seja obrigatória apenas em concursos como o da UFU. Espera-se a presença marcante da tipologia argumentativa e é possível o uso das tipologias descritiva, argumentativa e expositiva. As tipologias injuntiva e dialogal são menos comuns na produção jornalística. Quanto às funções da linguagem, a predominante é a emotiva a depender do foco narrativo, embora, de maneira coadjuvante, todas as outras funções são possíveis devido ao caráter humorístico e múltiplo em possibilidades desse tipo de narrativa.

Outros nomes: texto de opinião.

Ocorrência em concursos: Unicamp e UFU (Redação); Enem e vestibulares (Códigos e linguagens, Língua Portuguesa e Literatura).

Atualizado em 16 de maio de 2021.

C

A letra C é a terceira do alfabeto latino e do atual da Língua Portuguesa. É uma consoante que ocorre em cerca de 32 por cento das palavras da Língua Portuguesa. Tem origem controversa e associada aos sons das letras “k” e “g” atuais entre os romanos, além de, segundo alguns pesquisadores, ter paralelo com a representação do camelo na escrita semítica. Está presente em outras formas de comunicação como o código Morse, o braile, o alfabeto fonético da Otan (charlie), o alfabeto manual e a telegrafia visual. Em linguagem popular, refere-se comumente a um lugar de prestígio e de hierarquia intermediários, embora vistos por muitas pessoas como uma posição também de desprestígio, são exemplos: “leite tipo C”, “classe C”, etc. É também representação do nome de uma linguagem de programação, de uma vitamina (ácido ascórbico), de uma medida de carga elétrica, do número cem na numeração romana, do símbolo químico do carbono, da escala de temperatura Celsius, da nota musical dó, da velocidade da luz no vácuo, de “copyright” ou de “todos os direitos autorais reservados” quando o “c” é escrito dentro de um círculo, etc. Como abreviatura, pode simbolizar o cavalo no jogo de xadrez, o nome de cristo em maiúscula em informações temporais e a expressão “cerca de” antes de números como em “c. 540 a.C.”

Car.tum – substantivo masculino – gêneros textuais – tipo de história em quadrinho ou arte sequencial de forte apelo humorístico comumente composto de apenas um quadro, acompanhado ou não de texto verbal com forte apelo crítico voltado mais frequentemente ao universo da crítica política, social ou de costumes. Do ponto de vista visual, caracteriza-se pelo humor caricatural e sarcástico na representação dos personagens inspirados ou baseados em estereótipos, arquétipos e pessoas reais. Depende fortemente do conhecimento de eventos contemporâneos ao cartum para ser plenamente compreendido. É muito comum na imprensa impressa desde o século XIX. São exemplos de grandes cartunistas: Glauco, Latuff, Laffa, João Montanaro, Laerte, Adão Iturrusgarai, Allan Sieber, Jaguar, Henfil, Angeli, André Dahmer, Duke, entre muitos outros.

Outros nomes: charge.

Ocorrência em concursos: Enem e vestibulares (Códigos e linguagens, Língua Portuguesa e Literatura).

Atualizado em 23 de abril de 2021.

Cor.res.pon.dên.ci.a – substantivo feminino – gêneros textuais – gênero textual que é uma mensagem normalmente enviada em forma de texto manuscrito, datilografado ou digitado eletronicamente em que uma pessoa ou representante de uma instituição comunica algo a outra, por meio da transmissão de uma informação, posicionamento, reclamação, etc., entre locutor e interlocutor. Local e data, vocativo (saudação inicial), corpo da carta, saudação final e assinatura são elementos normalmente esperados. A estrutura textual do corpo da carta é rígida (apresentação da motivação da carta, argumentação ou apresentação de informações, conclusão e despedida.). Sobre recuos, em geral, há em todas as estruturas da carta, exceto na data, embora, no caso de concursos, isso deva ser conferido nos documentos oferecidos pela banca. Quanto à argumentação, a maioria das cartas interpessoais terão em algum nível recursos argumentativos. Sobre as pessoas do discurso, presença de primeira pessoa do singular e da segunda pessoa ou de pronomes de tratamento (interlocução obrigatória) em todos os parágrafos é esperada, em alguns concursos, obrigatória. Espera-se o uso de uma linguagem objetiva e adequada à norma padrão. O uso de máscaras profissionais e institucionais é esperado (“como advogada”, “na condição de doutor em Genética”, etc.). Títulos são possíveis apenas em cartas abertas. A assinatura é um elemento esperado na ampla maioria das situações. Espera-se a presença dominante da tipologia dialogal e é comum a presença de todas as outras tipologias. Quanto às funções da linguagem, as predominantes são a emotiva e a conativa, já as outras funções são possíveis devido ao caráter interpessoal e variado das correspondências. Esse gênero textual ainda pode ter mais especificidades a depender do subgênero pretendido: carta aberta, carta de leitor, carta de solicitação, carta de reclamação, ofício, memorando, “e-mail”, etc.

Outros nomes: cartas.

Ocorrência em concursos: Unicamp e UFU (redação), Enem e vestibulares (Códigos e linguagens, Língua Portuguesa e Literatura).

Atualizado em 03 de junho de 2021.

E

A letra E é a quinta do alfabeto latino e do atual da Língua Portuguesa. É uma vogal que ocorre em cerca de 58 por cento das palavras da Língua Portuguesa. Tem origem possivelmente na letra fenícia “he”. Quando os gregos adotaram o alfabeto fenício, com dificuldade de pronunciar essa letra com som aspirado, adotam-na com um som mais simples e com uma forma semelhante ao “e” latino, ao qual chamaram de “epsílon”. Está presente em outras formas de comunicação como o código Morse, o braile, o alfabeto fonético da Otan (echo), o alfabeto manual e a telegrafia visual. É representação da constante matemática “e”, da nota musical mi, da moeda euro, do ponto cardial em bússolas referente ao leste em inglês, da constante de Euler, de uma vitamina, etc. Usada como prefixo, significa que algo está em formato eletrônico, por exemplo, “e-book” e “e-mail”. Como abreviatura, pode simbolizar editor e Estado.

E.di.to.ri.al – substantivo masculino – gêneros textuais – gênero textual institucional opinativo e jornalístico com estrutura dissertativa sobre assuntos atuais e de relevância para o veículo em que são publicados. É a expressão da opinião institucional de um veículo de informação. A linguagem, assim como a maioria dos textos jornalísticos, deve respeitar a norma padrão e ser objetiva. O uso da terceira pessoa é mais comum contemporaneamente, todavia a primeira pessoa do plural também possa ser usada. Espera-se o uso de uma máscara institucional que remeta ao veículo de informação em que o editorial foi publicado. Não é assinado. Espera-se a presença marcante da tipologia argumentativa e é possível o uso das tipologias descritiva, argumentativa e expositiva. As tipologias injuntiva e dialogal são menos comuns na produção jornalística. Quanto às funções da linguagem, a predominante é referencial, embora, de maneira coadjuvante, a poética e a metalinguística sejam esperadas. As funções fática, conativa e emotiva são incomuns.

Outros nomes: artigo de fundo.

Ocorrência em concursos: UFU e Unicamp (Redação); Enem e vestibulares (Códigos e linguagens, Língua Portuguesa e Literatura).

Atualizado em 16 de maio de 2021.

G

A letra G é a sétima do alfabeto latino e do atual da Língua Portuguesa. É uma consoante que ocorre em cerca de 13 por cento das palavras da Língua Portuguesa. A história dessa letra está relacionada com a evolução do “c”, já que ambas derivam da mesma forma original chamada de “gimel”, que, mais tarde, foi chamado de “gama” pelos gregos, etruscos e romanos na sequência. Está presente em outras formas de comunicação como o código Morse, o código internacional de navegação marítima, o braile, o alfabeto fonético da Otan (golf), o alfabeto manual e a telegrafia visual. É também representação da nota musical sol, da condutividade elétrica, da unidade de medida grama, da aceleração gravitacional, da sétima posição em uma determinada ordem, de Lei de Gauss na Física, do tamanho grande em peças de vestuário, de giga em unidades de informação, de gênero na gramática, etc. Como abreviatura, em minúscula, por significar grau ou gênero.

“Gra.phic No.vel” (Romance gráfico) – substantivo masculino – estrangeirismo, usa-se com aspas – gêneros textuais – tipo de história em quadrinho ou arte sequencial, criado nos EUA na década de 1980, destinada ao público adulto em função do argumento com pretensões literárias, sociológicas ou filosóficas; das discussões refinadas sobre vários aspectos da experiência humana e da qualidade artística requintada e inovadora dos desenhos, além do enquadrinhamento muito inspirado nos mangás pela liberdade como é organizado, muitas vezes imitando movimento de câmera cinematográfica. Exemplos: “Watchmen”, “Constantine”, “Sin City”, “Ronin”, “Livros da Magia”, “Sandman”, “Maus”, “Piada mortal”, “Capa Preta”, etc.

Ocorrência em concursos: Enem e vestibulares (Códigos e linguagens, Língua Portuguesa e Literatura).

Atualizado em 23 de abril de 2021.

H

A letra H é a oitava do alfabeto latino e do atual da Língua Portuguesa. É uma consoante que ocorre em cerca de 8 por cento das palavras da Língua Portuguesa. É uma das poucas letras sem som em palavras da língua portuguesa como em “homem”, “há” e “helicóptero”. Para muitos pesquisadores, essa letra deriva do hieróglifo egípcio que simbolizava “peneira”, bem mais tarde os fenícios chamariam esse símbolo de “heth” por sua proximidade visual com uma cerca. Para os gregos, o símbolo foi adotado como êta. Está presente em outras formas de comunicação como o código Morse, o código internacional de navegação marítima, o braile, o alfabeto fonético da Otan (november), o alfabeto manual e a telegrafia visual. É também representação do símbolo químico do hidrogênio, da histidina, da medida hecto no sistema internacional de medidas, da oitava posição em uma determinada ordem, da constante de Planck, da entalpia na Física, do Si bemol na música, etc. Em minúscula, é a abreviatura de hora e de homem.

Hi.pe.ro.ní.mi.a – substantivo feminino – gramática – semântica – ocorre quando um termo é mais abrangente ou abrangente em relação a outro termo de sentido mais específico, os quais pertencem ao mesmo campo semântico. O uso de hiperônimos é um recurso coesivo importante que pode ser utilizado em produções textuais, com o intuito de evitar repetições. Por exemplo, quando para se referir a um termo como “água”, posteriormente faz-se menção a palavras mais abrangentes como “recurso”, “substância” ou “líquido”, estabelece-se uma relação de hiperonímia. De maneira similar, o termo “animal” é um hiperônimo de “cachorro” ou “elefante”. É um recurso que faz o oposto da hiponímia.

Ocorrência em concursos: Enem e vestibulares (Códigos e linguagens, Língua Portuguesa e Literatura).

Atualizado em 19 de julho de 2021.

His.tó.ri.a em qua.dri.nho (abrev. HQ) – substantivo feminino – gêneros textuais – gênero narrativo construído com o uso de linguagens visuais e verbais de forma sequenciada normalmente da esquerda para a direita e de cima para baixo. As HQs surgiram no século XIX da união entre a linguagem verbal presente nos “balões”, em que constam as falas ou pensamentos dos personagens, e desenhos que os representam em todo tipo possível de ação, portanto é uma forma de contar histórias mista, porque verbal e não verbal ao mesmo tempo. A reprodução das ações, dos acontecimentos e dos eventos por meio de imagens e textos – nesse gênero narrativo – ocorre de forma sequencial de cima para baixo e da direita para a esquerda na sua versão mais tradicional e popular no Ocidente. Muitos personagens tradicionais da cultura pop tiveram suas primeiras histórias contadas por meio desse tipo de gênero textual, como são os casos do Capitão América, Super Homem, Mulher Maravilha, Batman, Homem-Aranha, X-Men, etc.

Ocorrência em concursos: Enem e vestibulares (Códigos e linguagens, Língua Portuguesa e Literatura).

Atualizado em 23 de abril de 2021.

M

A letra M é a décima terceira do alfabeto latino e do atual da Língua Portuguesa (quando a letra “k” é considerada). É uma consoante que ocorre em cerca de 27 por cento das palavras da Língua Portuguesa. É uma letra derivada da escrita hierática egípcia, em que simbolizava a coruja; de um hieróglifo egípcio mais antigo quando era uma representação das ondas do mar. Esta é a referência de origem para o “mem” do alfabeto fenício, que mais tarde será o “mi” dos gregos, que se tornaria na sequência o “m” latino. Está presente em outras formas de comunicação como o código Morse, o código internacional de navegação marítima, o braile, o alfabeto fonético da Otan (mike), o alfabeto manual e a telegrafia visual. É também representação da unidade de medida metro no Sistema Internacional de Medidas na sua forma minúscula, da unidade de medida mega na sua forma maiúscula, da décima terceira posição em uma determinada ordem, de massa e maxwell na Física,  do número mil na numeração romana, de metro quadrado e cúbico quando acrescida dos números 2 ou 3 respectivamente, etc. Na forma minúscula, é abreviação para a palavra masculino, para o tamanho médio em roupas, para a medida de tempo minuto, do prefixo meta na Química.

Man.gá – substantivo masculino – gêneros textuais – tipo de história em quadrinho ou arte sequencial, criado no Japão, com evidente inspiração nos movimentos de câmera de cinema quando analisado a forma como a história é conformada em quadrinhos. Há uma visível predileção pela linguagem visual – frequentemente em preto e branco – em detrimento da verbal. É uma tradição estética e narrativa cada vez mais influente na cultura pop mundial. No Japão, é o termo que designa todas as histórias em quadrinhos. Frequentemente, dão a origens a versões animadas chamadas “animes”. A leitura é feita de maneira inversa à ocidental, pois se inicia na contracapa e é realizada nas páginas da direita para a esquerda. Os personagens são desenhados de forma bastante expressiva, sobretudo, os olhos. São exemplos: “Vagabond”, “Cowboy Bebop”, “Neon Genesis Evangelion”, “Akira”, “Tools Challenge”, etc.

Ocorrência em concursos: Enem e vestibulares (Códigos e linguagens, Língua Portuguesa e Literatura).

Atualizado em 23 de abril de 2021.

Mi.cro.con.to – substantivo masculino – gêneros textuais – gênero textual caracterizado pela intensa e por vezes radical opção pela concisão da história narrada. Na maioria das vezes, as histórias são contadas com não mais do que algumas ou no máximo dezenas de palavras. As limitações de palavras ou caracteres usados pelos seus autores, muitas vezes, remetem a recursos atuais de comunicação como as mensagens enviadas por SMS (150 caracteres) ou mesmo as enviadas pelo Twitter (140 caracteres), embora essa concisão já seja observada em produções de escritores como Franz Kafka e Ernest Hemingway, como o conceito de criação literária “Six words stories” (em português, “histórias de seis palavras”), que pode ser definido como um desafio para que se conte uma história em seis palavras. Ilustra também esse contexto de produção e as intenções subliminares a tal exercício de economia das palavras a bela metáfora de Julio Cortázar para o conto e para o romance, que, numa forma mais aguda, serve também para se entender o microconto: “Um escritor argentino, muito amigo do boxe, dizia-me que nesse combate que se trava entre um texto apaixonante e o leitor, o romance ganha sempre por pontos, enquanto o conto deve ganhar por knock-out. Na medida em que o romance acumula pouco a pouco seus efeitos no leitor, o bom conto é incisivo, mordente e sem trégua desde as primeiras frases. Tomem os senhores qualquer grande conto que seja de sua preferência e analisem a primeira página. Surpreender-me-ia se encontrassem elementos gratuitos, meramente decorativos.”. Atualmente, é uma forma de narrar muito cultuada por escritores que têm como principal suporte de divulgação para seus trabalhos a internet, porque dialoga com a velocidade e o dinamismo de um tempo muito determinado por esse meio de comunicação, daí talvez o gosto pela síntese que define essa modalidade narrativa. Normalmente, portanto, um microconto é conciso, narrativo, ampliado por subtextos e um recorte da vida. Espera-se a presença marcante da tipologia narrativa e é possível o uso das tipologias descritiva, argumentativa, injuntiva, expositiva e dialogal. Quanto às funções da linguagem, a predominante pode ser a poética ou a emotiva a depender do foco narrativo, embora, de maneira coadjuvante, todas as outras funções são possíveis devido ao caráter artístico e múltiplo em possibilidades estéticas de obras literárias.

Outros nomes: miniconto, nanoconto.

Ocorrência em concursos: Unicamp (Redação); Enem e vestibulares (Códigos e linguagens, Língua Portuguesa e Literatura).

Atualizado em 29 de abril de 2021.

Me.tá.fo.ra – substantivo feminino – figuras de linguagem – é um recurso expressivo e comparativo que, por meio de analogias entre dois termos ou expressões, produz sentidos figurados ou conotativos. Diferencia-se da comparação metafórica apenas porque não tem termo comparador nem explicita a característica comparada dos elementos entre os quais se estabeleceu conotativamente uma determinada relação comparativa. Isso se deve ao intuito de produzir – por analogia, comparação ou semelhança – de forma mais polissêmica, um meio de expressar uma sensação, um pensamento ou uma emoção para as quais a linguagem denotativa não é adequada ou não é capaz de comunicar. Dessa forma, garante que o interlocutor possa interferir no sentido da expressão em virtude de ela ser construída na perspectiva da polissemia (da multiplicidade do sentido ou da polifonia) que é produto da interação entre as idiossincrasias dos interlocutores e da linguagem conotativa empregada na metáfora. Em outros momentos, é identificada em expressões cotidianas, que pouco ou nada oferecem em relação a possibilidades múltiplas de interpretação, ainda que um dia tenham sido construídas com admissão de uma relação conotativa e nova entre dois elementos, daí pode-se dizer que as metáforas são onipresentes na vida de quaisquer falantes, como nos casos a seguir: “furo de reportagem”, “engolir um sapo”, “distorcer palavras”, “arranhar a reputação”, etc. Quando há uma sucessão de metáforas com o intuito de construir um ensinamento, de explicar um preceito moral, de ilustrar de forma mais simples um raciocínio complexo, etc., pode se dizer que foi construída uma alegoria, que quase sempre tem efeito mais retórico do que estético. São exemplos o “mito da caverna” presente na “República de Platão”; a alegoria da mulher vendada com uma balança e uma espada em punho que representa a justiça nos seus ideais associados à imparcialidade e à justeza de suas decisões; etc.

Ocorrência em concursos: Enem e vestibulares (Códigos e linguagens, Língua Portuguesa e Literatura).

Atualizado em 6 de julho de 2021.

N

A letra N é a décima quarta do alfabeto latino e do atual da Língua Portuguesa (quando a letra “k” é considerada). Ocorre em cerca de 39 por cento das palavras da Língua Portuguesa. É uma letra derivada de símbolos, que, para os fenícios, faziam referência à serpente (“nun”). É uma letra que sofreu poucas modificações quando passou pelo alfabeto grego e latino, até que se estabeleceu a forma atual. Está presente em outras formas de comunicação como o código Morse, o código internacional de navegação marítima, o braile, o alfabeto fonético da Otan (november), o alfabeto manual e a telegrafia visual. É a representação do elemento azoto e da constante de Avogadro na Química, do símbolo Newton na Física, do Norte na Geografia, da ideia de quantidade indefinida e do conjunto dos números naturais na Matemática. Sua abreviação pode significar Não (minúscula) ou nome (minúscula).

No.tí.ci.a – substantivo feminino – gêneros textuais – também chamada vulgarmente de reportagem ou matéria, é um gênero textual jornalístico comprometido com os fatos e os eventos do presente ou atuais. É encontrada em jornais, revistas, “sites” de notícias e zines. É um gênero textual que se baseia na comunicação – o mais neutra e imparcial possível – de um fato, de um evento ou de um acontecimento recente e de interesse potencialmente coletivo ou popular. Estrutura textual muito rígida e estável (1. Manchete ou título – título principal do assunto; 2. “Olho da notícia” – é um pequeno texto, que pode funcionar como subtítulo. Essa estrutura não é obrigatória neste gênero e muito incomum em textos de concurso; 3. “Lead” (Lide) – é o primeiro parágrafo da notícia. Deve conter uma síntese do que há de mais importante no que se noticia e também deve conter as informações da manchete. Nele são respondidas invariavelmente questões como: quem? O quê? Quando? Onde? Como? Por quê?; 4. “Sublide” – é o parágrafo seguinte à lide. Continua a comunicar as informações mais importantes para a compreensão do fato noticiado; 5. Corpo – parte em que são comunicados os efeitos e as causas do fato noticiado, no entanto isso deve ser feito de forma breve e objetiva. Além disso, nesse momento, é fundamental a citação das partes envolvidas no evento noticiado com semelhante espaço e abordagem para garantir a imparcialidade da notícia. A presença das falas de testemunhas na notícia pode ser também importante tanto por meio do discurso direto como do indireto; 6. Assinatura – este gênero textual pode ser assinado – caso venha orientações na prova para isso – ainda que seja muito pouco observado esse comportamento nos veículos regulares e de maior visibilidade da imprensa brasileira, além de ser proibido no vestibular da UFU e na maioria dos outros vestibulares.). Informação organizada de forma preferencialmente cronológica. A linguagem deve ser objetiva, denotativa, direta e adequada à norma padrão com o intuito de tornar a leitura fácil e o entendimento rápido. Geralmente, contém citações de falas dos envolvidos, as quais se integram ao texto do próprio jornalista. Verbos devem ser usados no passado acerca de eventos ocorridos, e, no presente, em situações que se referem a fatos ou ações que estão em curso ou sempre estiveram. É proibido o uso de gírias, coloquialidades, subjetividades e oralidades como parte do discurso de quem escreve a notícia, mesmo entre aspas. É preferencialmente escrita em ordem direta com períodos curtos e objetivos. A argumentação é proibida, por isso a notícia deve ser expositiva e comprometida com os fatos sem qualquer julgamento sobre eles. Uso predominante da terceira pessoa como forma de mostrar distanciamento em relação ao que se noticia. Outras pessoas do discurso podem aparecer nos trechos entre aspas correspondentes a falas de pessoas entrevistadas ou mencionadas. Título – ou manchete – é esperado no ambiente jornalístico. Em concursos, é importantíssimo observar as orientações da banca. A interlocução é proibida. Raramente assinada em jornais. Em vestibulares, é proibida, embora isso tenha que ser confirmado nas orientações da prova. Existem também as “reportagens investigativas”, as quais são concebidas para explicar um fenômeno curioso ou desconhecido de forma a denunciar ou esclarecer o público sobre uma situação como de um político corrupto que desvia verbas da educação em uma determinada cidade. Nesse contexto, acaba por assumir um aspecto opinativo ao buscar comprovações, por exemplo, que ratifiquem ou retifiquem a acusação a respeito da atuação criminosa de um político. Espera-se a presença predominante da tipologia expositiva e é possível o uso das tipologias descritiva, dialogal e narrativa. A injuntiva e a argumentativa são proibidas. Quanto às funções da linguagem, a predominante é a referencial, embora, de maneira coadjuvante, a emotiva também seja muito frequente nas falas dos entrevistados. A fática, a conativa, a poética e a metalinguística não são esperadas.

Ocorrência em concursos: UFU e Unicamp (Redação); Enem e vestibulares (Códigos e linguagens, Língua Portuguesa e Literatura).

Atualizado em 13 de junho de 2021.

P

A letra P é a décima sexta do alfabeto latino e do atual da Língua Portuguesa (quando a letra “k” é considerada). Ocorre em cerca de 19 por cento das palavras da Língua Portuguesa. É uma letra derivada de símbolos, que, para os fenícios, aludiam à boca. É uma letra que sofreu diversas e profundas modificações ao longo de sua história. Está presente em outras formas de comunicação como o código Morse, o código internacional de navegação marítima, o braile, o alfabeto fonético da Otan (papa), o alfabeto manual e a telegrafia visual. É a representação do elemento fósforo na Química, da potência elétrica medida em Watt, da pressão na Física e da unidade de distância pés. Sua abreviação pode significar página (minúscula) ou praça (topônimo).

Pa.rá.fra.se – substantivo feminino – intertextualidade – tipo de intertextualidade que consiste na transposição precisa das ideias, opiniões e conceitos de um texto por meio de recursos linguísticos na maior parte das vezes distintos dos usados pelo autor original. Pode ser usada como forma de esclarecer ou explicar uma expressão originalmente escrita de maneira hermética ou muito técnica. Para se fazer de maneira eficiente uma paráfrase, destacam-se alguns recursos como troca de termo verbal por nominal e vice-versa; mudança de voz verbal; transposição de discurso; sinonímia; e emprego de figuras de linguagem (elipses, antonomásias, perífrases, etc.). A atribuição de autoria é obrigatória e deve ser explícita. Tipo de intertextualidade frequentemente usado em textos científicos e jornalísticos, respostas discursivas de exercícios em provas, etc.

Ocorrência em concursos: Enem e vestibulares (Códigos e linguagens, Língua Portuguesa e Literatura).

Atualizado em 14 de julho de 2021.

Per.fil – substantivo masculino – gêneros textuais – gênero textual normalmente publicado em jornais e revistas que objetiva retratar e interpretar figuras públicas ou anônimas de forma tanto jornalística quanto, muitas vezes, literária. Em perfis, pessoas são retratadas a partir de um recorte de sua vida associado à atuação profissional, aos valores, à posição política, a um evento específico, etc., com o intuito de revelar as motivações, a personalidade e a importância da pessoa retratada no perfil. Texto predominantemente narrativo, embora possa haver momentos em que observações, considerações e análises sejam inseridas como forma de oferecer aspectos contextuais e analíticos ao texto. Espera-se a presença marcante das tipologias narrativa e argumentativa e é possível o uso das tipologias descritiva, expositiva e dialogal, enquanto a injuntiva não é esperada. Quanto às funções da linguagem, a predominante é a referencial, embora, de maneira coadjuvante, a emotiva também seja muito frequente. A fática e a metalinguística não são esperadas. A conativa e a poética são possibilidades.

Outros nomes: reportagem perfil, reportagem biográfica.

Ocorrência em concursos: UFU e Unicamp (Redação); Enem e vestibulares (Códigos e linguagens, Língua Portuguesa e Literatura).

Atualizado em 29 de abril de 2021.

R

A letra R é a décima oitava do alfabeto latino e do atual da Língua Portuguesa (quando a letra “k” é considerada). Ocorre em cerca de 61 por cento das palavras e é a consoante que mais ocorre na Língua Portuguesa. É uma letra derivada de símbolos, que, para os fenícios, aludiam à cabeça. Está presente em outras formas de comunicação como o código Morse, o código internacional de navegação marítima, o braile, o alfabeto fonético da Otan (romeo), o alfabeto manual e a telegrafia visual. É a representação do aminoácido arginina na Bioquímica, da resistência elétrica medida em Ohm, de uma linguagem de programação, do Números Reais ou do ângulo reto na Matemática e do rei no xadrez. Sua abreviação pode significar raro (minúscula) e o topônimo rua (maiúscula).

Re.la.to – substantivo masculino – gêneros textuais – gênero textual não ficcional e verossímil sobre um acontecimento ou fato ocorrido, em geral, com o próprio autor, que pode ser escrito ou oral. Não se espera qualquer tipo de pretensão literária. A estrutura textual é predominantemente narrativa, embora prescinda do clímax pelo tom pedagógico e técnico desse tipo de texto. Encadeamento normalmente cronológico dos eventos narrados. Muito importante que, na introdução, o espaço e o tempo sejam precisamente contextualizados. A argumentação está presente em formas geralmente indiretas, sobretudo nas impressões do autor do relato sobre as pessoas, sobre a sociedade e sobre si mesmo, no caso do narrador ser personagem, o que é mais comum. Sobre o nível de linguagem que deve ser utilizado, é variável, embora em concursos seja prudente escrever relatos em norma padrão. O uso das pessoas do discurso depende do tipo de narrador solicitado, pois pode ser personagem (primeira pessoa) ou observador (terceira pessoa). Narradores oniscientes não são esperados em função do tom realístico e verossímil necessário para gêneros textuais como o relato. Importante ressaltar que a pessoa do discurso referente ao narrador exigido na proposta de redação deve ocorrer ao menos uma vez em cada parágrafo. Verbos no passado predominam. Não se admite, na maioria dos casos em concursos, o uso de discurso direto, por isso as falas de eventuais personagens devem ser comunicadas por meio do discurso indireto. Espera-se a presença preponderante da tipologia narrativa. Embora seja possível a presença de tipologias injuntivas e dialogais, não é aconselhável que sejam usadas em concursos. As tipologias descritiva, argumentativa e expositiva são possíveis. Quanto às funções da linguagem, a predominante é a emotiva, e a referencial é também esperada. A fática, a conativa, a metalinguística e a poética são improváveis.

Ocorrência em concursos: UFU e Unicamp (Redação); Enem e vestibulares (Códigos e linguagens, Língua Portuguesa e Literatura).

Atualizado em 07 de junho de 2021.

Re.la.tó.ri.o – substantivo masculino – gêneros textuais – texto técnico comprometido com o registro detalhado de uma atividade profissional, técnica, científica ou educacional, a fim de produzir um documento preciso e metódico sobre um processo, uma ação, um evento, etc. Pode ou não conter observações ou considerações pessoais do autor do relatório. É frequentemente usado para comunicar o “status” de um evento, documentar as etapas de um processo ou registrar as fases de uma análise ou investigação. Em geral, é composto das seguintes partes: apresentação do objeto do relatório, relato preferencialmente cronológico do que foi realizado e comentários ou avaliações. A argumentação pode estar presente quando houver possibilidade de avaliações ou considerações sobre o objeto do relatório. Quanto às pessoas do discurso, usa-se mais comumente a terceira pessoa, embora possa se encontrar relatórios informais em primeira pessoa. Em concursos, aconselha-se apenas o uso da terceira, contudo essa escolha deve ser confirmada nas orientações da prova ou no manual do candidato. A linguagem deve ser técnica, objetiva e adequada à norma padrão. Em tese, o título é obrigatório. Espera-se que o título seja o mais esclarecedor possível sobre o objetivo do texto. Não se espera qualquer tipo de interlocução. A assinatura dependerá das instruções da banca, contudo, na vida profissional e acadêmica, relatórios são assinados. Espera-se a presença marcante da tipologia expositiva, embora a descritiva e a narrativa também sejam muito comuns. O uso da argumentativa dependerá dos objetivos e das orientações da prova no caso de concursos. As tipologias injuntivas e dialogais não são aconselháveis em concursos. Quanto às funções da linguagem, a predominante é a referencial, e a emotiva, a metalinguística e a poética são possíveis de maneira coadjuvante. A fática e a conativa não são esperadas.

Ocorrência em concursos: UFU e Unicamp (Redação); Enem e vestibulares (Códigos e linguagens, Língua Portuguesa e Literatura).

Atualizado em 23 de junho de 2021.

Re.se.nha – substantivo feminino – gêneros textuais – gênero textual comumente publicado em veículos de informação em que se ambiciona analisar ou mesmo julgar uma produção intelectual de alguém (obra artística, crítica ou científica) a partir de um posicionamento pessoal. Comenta-se e avalia-se – por meio de resenhas – filmes, livros, obras literárias, etc. Quem faz resenhas é potencialmente um especialista no assunto (literatura, política, Filosofia, etc.) ou no tipo de produção analisado. Estruturalmente, espera-se que contenha as partes a seguir: título, introdução (informações sobre a obra analisada e tese), desenvolvimento (argumentação em favor da tese sobre a obra), conclusão (veredito, avaliação final ou indicação) e assinatura (esperada em veículos de informação, mas obrigatória em concursos se informado pela banca.). Mais comumente, usa-se a terceira pessoa, mas é possível ler resenhas feitas em primeira pessoa do singular em função do tom mais informal ou jovem de um determinado veículo de informação. Espera-se a presença marcante das tipologias injuntiva e argumentativa e é possível o uso das tipologias descritiva, narrativa, expositiva e dialogal. Quanto às funções da linguagem, a predominante é a referencial, embora, de maneira coadjuvante, a metalinguística e a conativa também sejam muito importantes. A fática, a emotiva, a metalinguística e a poética também são possíveis.

Outros nomes: resenha crítica, crítica.

Ocorrência em concursos: UFU e Unicamp (Redação); Enem e vestibulares (Códigos e linguagens, Língua Portuguesa e Literatura).

Atualizado em 30 de abril de 2021.

Re.su.mo– substantivo masculino – gêneros textuais – gênero textual caracterizado pela síntese do conteúdo de um texto pré-existente, com o intuito de comunicar suas ideias mais importantes, sem análise crítica, sem acréscimo de informações ou de qualquer abordagem personalista. É necessário que seja empregado, na construção do resumo, um discurso derivado da norma padrão, além de, preferencialmente, seguir-se a mesma ordem das informações principais do texto original, daí a necessidade de que a leitura seja uma competência muito desenvolvida por quem resume as ideias alheias. Um resumo deve ter, portanto, brevidade, clareza e fidelidade temática ao texto original. Precisa, ainda, ser escrito com discurso próprio, ou seja, não devem ser copiados trechos do texto original, pois os que forem pertinentes devem ser reproduzidos com as palavras de quem elabora o resumo, ou seja, será largamente usado o recurso da paráfrase na construção desse gênero textual. Uma das formas de se iniciar um resumo é com construções que informem o título do texto original, o autor, a data e o veículo da publicação, o tema do texto original, etc. Desse modo, o leitor será melhor e mais eficientemente esclarecido sobre as informações fundamentais do texto resumido, além de, assim, ser possível uma visão geral e prévia acerca da obra original. Espera-se o predomínio da tipologia textual expositiva. É possível, a depender do texto a ser resumido, a presença das tipologias narrativa e descritiva. As tipologias injuntiva, dialogal e argumentativa são desnecessárias para a construção de resumos. Quanto às funções da linguagem, a predominante é a referencial, embora, de maneira coadjuvante, a metalinguística também seja muito importante. A fática, a conativa, a emotiva e a poética não ocorrem nesse gênero textual.

Ocorrência em concursos: UFU e Unicamp (Redação); Enem e vestibulares (Códigos e linguagens, Língua Portuguesa e Literatura).

Atualizado em 04 de maio de 2021.

T

A letra T é a vigésima do alfabeto latino e do atual da Língua Portuguesa (quando a letra “k” é considerada). Ocorre em cerca de 40 por cento das palavras da Língua Portuguesa. É uma letra derivada do símbolo, que, entre os fenícios, era usado para representar a assinatura das pessoas que não sabiam escrever (tau). Está presente em outras formas de comunicação como o código Morse, o código internacional de navegação marítima, o braile, o alfabeto fonético da Otan (tango), o alfabeto manual e a telegrafia visual. É a representação do aminoácido treonina na Bioquímica; de impostos na Economia; de temperatura, Tesla ou período na Física; de perpendicularidade na Matemática; de tempo (minúscula) na Música; de travessa na Toponímia; de tonelada e de tera como unidade; da torre no xadrez e de tomo (com ponto).

Tex.to de di.vul.ga.ção ci.en.tí.fi.ca – substantivo masculino – gêneros textuais – gênero textual usado normalmente para dar visibilidade às ideias de um cientista ou jornalista com a preocupação de que elas sejam compreensíveis para um público leigo em relação ao tema do estudo. O objetivo é facilitar o entendimento do público em geral sobre pesquisas ou teorias científicas. Texto muito comumente usado em contextos escolares. Editorialmente, esse gênero textual é muito comum em revistas como Galileu, Ciência Hoje, Scientific American e Superinteressante. Quanto à estrutura, assemelha-se a uma dissertação. A linguagem deve ser objetiva, acessível, direta e adequada à norma padrão com o intuito de facilitar a leitura e o entendimento de um público amplo e diverso sobre um assunto técnico. Embora a argumentação seja possível, não é esperada na sua versão mais explícita, já que o objetivo do texto é simplesmente ampliar e facilitar o entendimento sobre princípios científicos relativos a pesquisas e teorias entendidas como relevantes ou pertinentes. Em concursos, muito importante ter atenção à proposta de redação para compreender qual o contexto em que o texto de divulgação científica será inscrito. Uso predominante da terceira pessoa como forma de mostrar distanciamento em relação ao que se divulga, embora haja em diversas publicações referências à humanidade que incluem o autor do texto por meio da primeira pessoa do plural. O uso da primeira pessoa do singular é incomum nesse gênero textual. Espera-se o uso de títulos esclarecedores e diretos. Espera-se o predomínio da tipologia textual expositiva. É esperada a presença das tipologias narrativa e descritiva. As tipologias injuntiva, dialogal e argumentativa são possíveis, embora não sejam comuns. Quanto às funções da linguagem, a predominante é a referencial. A metalinguística, a fática, a conativa, a emotiva e a poética são possíveis a depender do contexto em que o texto de divulgação científica será escrito.

Ocorrência em concursos: UFU e Unicamp (Redação); Enem e vestibulares (Códigos e linguagens, Língua Portuguesa e Literatura).

Atualizado em 27 de maio de 2021.

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