dicionário Opera10

O dicionário Opera10 é um recurso oferecido pelo Opera10 Cursos de maneira gratuita e pública para que internautas possam obter referências sobre termo associados a disciplinas relativas ao universo da linguagem (Língua Portuguesa, Literatura, Redação, Artes e Interpretação de texto) e que são cobradas em concursos. Nosso dicionário está em constante evolução, caso tenham sugestões de termos ou conceitos a serem explorados por nossa equipe, mande e-mail com título “Dicionário Opera10” para atendimento@opera10.com.br.

A

A letra A é a primeira dos alfabetos grego e latino, que são a alfabeto da Língua Portuguesa, e da maioria dos outros alfabetos fonéticos conhecidos (“Aleph”, fenícios; alfa, gregos; etc.). É uma vogal que ocorre em cerca de 70 por cento das palavras da Língua Portuguesa. A origem do A é frequentemente relacionada ao pictograma – sinal de origem de todas as línguas – usado por egípcios com o formato da cabeça de um boi e à representação da águia na escrita hierática egípcia. Mais tarde, os fenício a batizariam como “aleph”, também a associando a imagem do touro. Está presente em outras formas de comunicação como o código Morse, o braile, o alfabeto fonético da Otan (alpha) e a telegrafia visual. Em linguagem popular, refere-se comumente a um lugar de prestígio e de alta hierarquia, são exemplo: “leite tipo A”, “classe A”, “nota A”, “padrão A de qualidade”, etc. A letra A tem ainda diversos significados diferentes em muitas ciências e saberes como símbolo representante de bancos de areia na cartografia, da nota musical lá, do argônio na Química, da estrela principal de uma constelação na Astronomia, de um tipo sanguíneo, do ampère na Física, de uma vitamina, do primeiro item ou posição de uma série, etc. Como abreviatura, pode significar abreviatura em letra minúscula “a.” ou autor em maiúscula “A”.

A.ne.do.ta – substantivo feminino – tipo de piada com forte apelo narrativo. Estruturalmente, constitui-se como um gênero textual narrativo curto em que o humor é preparado ao longo do desenvolvimento, a fim de, em geral, ter seu ápice no clímax, quando o efeito de humor pretendido é desencadeado no ouvinte ou leitor. Normalmente, é construída por meio de caricaturas de indivíduos que são, via de regra, ridicularizados ou desqualificados por meio de suas características distintivas como o sotaque, a cor do cabelo, o peso corporal, a orientação sexual, etc. É comum que se apele para preconceitos, senso comum, generalizações, etc., como forma de produzir o aspecto humorístico pretendido. Espera-se a presença marcante das tipologias narrativa e é possível o uso das tipologias descritiva, argumentativa, referencial, expositiva e dialogal, devido também ao aspecto oral predominante nas situações de enunciação desse gênero textual. Quanto às funções da linguagem, a predominante pode ser a poética ou a emotiva a depender do foco narrativo, embora, de maneira coadjuvante, todas as outras funções são possíveis devido ao caráter humorístico e múltiplo em possibilidades desse tipo de narrativa.

Outros nomes: piada.

Ocorrência em concursos: Enem e vestibulares (Códigos e linguagens, Língua Portuguesa e Literatura).

Atualizado em 23 de abril de 2021.

C

A letra C é a terceira do alfabeto latino e do atual da Língua Portuguesa. É uma consoante que ocorre em cerca de 32 por cento das palavras da Língua Portuguesa. Tem origem controversa e associada aos sons das letras “k” e “g” atuais entre os romanos, além de, segundo alguns pesquisadores, ter paralelo com a representação do camelo na escrita semítica. Está presente em outras formas de comunicação como o código Morse, o braile, o alfabeto fonético da Otan (charlie), o alfabeto manual e a telegrafia visual. Em linguagem popular, refere-se comumente a um lugar de prestígio e de hierarquia intermediários, embora vistos por muitas pessoas como uma posição também de desprestígio, são exemplos: “leite tipo C”, “classe C”, etc. É também representação do nome de uma linguagem de programação, de uma vitamina (ácido ascórbico), de uma medida de carga elétrica, do número cem na numeração romana, do símbolo químico do carbono, da escala de temperatura Celsius, da nota musical dó, da velocidade da luz no vácuo, de “copyright” ou de “todos os direitos autorais reservados” quando o “c” é escrito dentro de um círculo, etc. Como abreviatura, por simbolizar o cavalo no jogo de xadrez, o nome de cristo em maiúscula em informações temporais e a expressão “cerca de” antes de números como em “c. 540 a.C.”

Car.tum – substantivo masculino – gêneros textuais – tipo de história em quadrinho ou arte sequencial de forte apelo humorístico comumente composto de apenas um quadro, acompanhado ou não de texto verbal com forte apelo crítico voltado mais frequentemente ao universo da crítica política, social ou de costumes. Do ponto de vista visual, caracteriza-se pelo humor caricatural e sarcástico na representação dos personagens inspirados ou baseados em estereótipos, arquétipos e pessoas reais. Depende fortemente do conhecimento de eventos contemporâneos ao cartum para ser plenamente compreendido. É muito comum na imprensa impressa desde o século XIX. São exemplos de grandes cartunistas: Glauco, Latuff, Laffa, João Montanaro, Laerte, Adão Iturrusgarai, Allan Sieber, Jaguar, Henfil, Angeli, André Dahmer, Duke, entre muitos outros.

Outros nomes: charge.

Ocorrência em concursos: Enem e vestibulares (Códigos e linguagens, Língua Portuguesa e Literatura).

Atualizado em 23 de abril de 2021.

G

A letra G é a sétima do alfabeto latino e do atual da Língua Portuguesa. É uma consoante que ocorre em cerca de 13 por cento das palavras da Língua Portuguesa. A história dessa letra está relacionada com a evolução do “c”, já que ambas derivam da mesma forma original chamada de “gimel”, que, mais tarde, foi chamado de “gama” pelos gregos, etruscos e romanos na sequência. Está presente em outras formas de comunicação como o código Morse, o código internacional de navegação marítima, o braile, o alfabeto fonético da Otan (golf), o alfabeto manual e a telegrafia visual. É também representação da nota musical sol, da condutividade elétrica, da unidade de medida grama, da aceleração gravitacional, da sétima posição em uma determinada ordem, de Lei de Gauss na Física, do tamanho grande em peças de vestuário, de giga em unidades de informação, de gênero na gramática, etc. Como abreviatura, em minúscula, por significar grau ou gênero.

“Gra.phic No.vel” (Romance gráfico) – substantivo masculino – estrangeirismo, usa-se com aspas – gêneros textuais – tipo de história em quadrinho ou arte sequencial, criado nos EUA na década de 1980, destinada ao público adulto em função do argumento com pretensões literárias, sociológicas ou filosóficas; das discussões refinadas sobre vários aspectos da experiência humana e da qualidade artística requintada e inovadora dos desenhos, além do enquadrinhamento muito inspirado nos mangás pela liberdade como é organizado, muitas vezes imitando movimento de câmera cinematográfica. Exemplos: “Watchmen”, “Constantine”, “Sin City”, “Ronin”, “Livros da Magia”, “Sandman”, “Maus”, “Piada mortal”, “Capa Preta”, etc.

Ocorrência em concursos: Enem e vestibulares (Códigos e linguagens, Língua Portuguesa e Literatura).

Atualizado em 23 de abril de 2021.

H

A letra H é a oitava do alfabeto latino e do atual da Língua Portuguesa. É uma consoante que ocorre em cerca de 8 por cento das palavras da Língua Portuguesa. É uma das poucas letras sem som em palavras da língua portuguesa como em “homem”, “há” e “helicóptero”. Para muitos pesquisadores, essa letra deriva do hieróglifo egípcio que simbolizava “peneira”, bem mais tarde os fenícios chamariam esse símbolo de “heth” por sua proximidade visual com uma cerca. Para os gregos, o símbolo foi adotado como êta. Está presente em outras formas de comunicação como o código Morse, o código internacional de navegação marítima, o braile, o alfabeto fonético da Otan (november), o alfabeto manual e a telegrafia visual. É também representação do símbolo químico do hidrogênio, da histidina, da medida hecto no sistema internacional de medidas, da oitava posição em uma determinada ordem, da constante de Planck, da entalpia na Física, do Si bemol na música, etc. Em minúscula, é a abreviatura de hora e de homem.

His.tó.ri.a em qua.dri.nho (abrev. HQ) – substantivo feminino – gêneros textuais – gênero narrativo construído com o uso de linguagens visuais e verbais de forma sequenciada normalmente da esquerda para a direita e de cima para baixo. As HQs surgiram no século XIX da união entre a linguagem verbal presente nos “balões”, em que constam as falas ou pensamentos dos personagens, e desenhos que os representam em todo tipo possível de ação, portanto é uma forma de contar histórias mista, porque verbal e não verbal ao mesmo tempo. A reprodução das ações, dos acontecimentos e dos eventos por meio de imagens e textos – nesse gênero narrativo – ocorre de forma sequencial de cima para baixo e da direita para a esquerda na sua versão mais tradicional e popular no Ocidente. Muitos personagens tradicionais da cultura pop tiveram suas primeiras histórias contadas por meio desse tipo de gênero textual, como são os casos do Capitão América, Super Homem, Mulher Maravilha, Batman, Homem-Aranha, X-Men, etc.

Outros nomes: reportagem perfil, reportagem biográfica.

Ocorrência em concursos: Enem e vestibulares (Códigos e linguagens, Língua Portuguesa e Literatura).

Atualizado em 23 de abril de 2021.

M

A letra M é a décima terceira do alfabeto latino e do atual da Língua Portuguesa (quando a letra “k” é considerada). É uma consoante que ocorre em cerca de 27 por cento das palavras da Língua Portuguesa. É uma letra derivada da escrita hierática egípcia, em que simbolizava a coruja; de um hieróglifo egípcio mais antigo quando era uma representação das ondas do mar. Esta é a referência de origem para o “mem” do alfabeto fenício, que mais tarde será o “mi” dos gregos, que se tornaria na sequência o “m” latino. Está presente em outras formas de comunicação como o código Morse, o código internacional de navegação marítima, o braile, o alfabeto fonético da Otan (mike), o alfabeto manual e a telegrafia visual. É também representação da unidade de medida metro no Sistema Internacional de Medidas na sua forma minúscula, da unidade de medida mega na sua forma maiúscula, da décima terceira posição em uma determinada ordem, de massa e maxwell na Física,  do número mil na numeração romana, de metro quadrado e cúbico quando acrescida dos números 2 ou 3 respectivamente, etc. Na forma minúscula, é abreviação para a palavra masculino, para o tamanho médio em roupas, para a medida de tempo minuto, do prefixo meta na Química.

Man.gá – substantivo masculino – gêneros textuais – tipo de história em quadrinho ou arte sequencial, criado no Japão, com evidente inspiração nos movimentos de câmera de cinema quando analisado a forma como a história é conformada em quadrinhos. Há uma visível predileção pela linguagem visual em detrimento da verbal. É uma tradição estética e narrativa cada vez mais influente na cultura pop mundial. São exemplos: “Vagabond”, “Cowboy Bebop”, “Neon Genesis Evangelion”, “Akira”, “Tools Challenge”, etc.

Ocorrência em concursos: Enem e vestibulares (Códigos e linguagens, Língua Portuguesa e Literatura).

Atualizado em 23 de abril de 2021.

Mi.cro.con.to – substantivo masculino – gêneros textuais – gênero textual caracterizado pela intensa e por vezes radical opção pela concisão da história narrada. Na maioria das vezes, as histórias são contadas com não mais do que algumas ou no máximo dezenas de palavras. As limitações de palavras ou caracteres usados pelos seus autores, muitas vezes, remetem a recursos atuais de comunicação como as mensagens enviadas por SMS (150 caracteres) ou mesmo as enviadas pelo Twitter (140 caracteres), embora essa concisão já seja observada em produções de escritores como Franz Kafka, por exemplo. Ilustra bem esse contexto de produção e as intenções subliminares a tal exercício de economia das palavras a bela metáfora de Julio Cortázar para o conto e para o romance, que, numa forma mais aguda, serve também para se entender o microconto: “Um escritor argentino, muito amigo do boxe, dizia-me que nesse combate que se trava entre um texto apaixonante e o leitor, o romance ganha sempre por pontos, enquanto o conto deve ganhar por knock-out. Na medida em que o romance acumula pouco a pouco seus efeitos no leitor, o bom conto é incisivo, mordente e sem trégua desde as primeiras frases. Tomem os senhores qualquer grande conto que seja de sua preferência e analisem a primeira página. Surpreender-me-ia se encontrassem elementos gratuitos, meramente decorativos.” Atualmente, é uma forma de narrar muito cultuada por escritores que têm como principal suporte de divulgação para seus trabalhos a internet, porque dialoga com a velocidade e o dinamismo de um tempo muito determinado por esse meio de comunicação, daí talvez o gosto pela síntese que define essa modalidade narrativa. Espera-se a presença marcante das tipologias narrativa e é possível o uso das tipologias descritiva, argumentativa, referencial, expositiva e dialogal. Quanto às funções da linguagem, a predominante pode ser a poética ou a emotiva a depender do foco narrativo, embora, de maneira coadjuvante, todas as outras funções são possíveis devido ao caráter artístico e múltiplo em possibilidades estéticas de obras literárias.

Ocorrência em concursos: Unicamp (Redação); Enem e vestibulares (Códigos e linguagens, Língua Portuguesa e Literatura).

Atualizado em 29 de abril de 2021.

P

A letra P é a décima sexta do alfabeto latino e do atual da Língua Portuguesa (quando a letra “k” é considerada). Ocorre em cerca de 19 por cento das palavras da Língua Portuguesa. É uma letra derivada de símbolos, que, para os fenícios, simbolizavam a boca. É uma letra que sofreu diversas e profundas modificações ao longo de sua história. Está presente em outras formas de comunicação como o código Morse, o código internacional de navegação marítima, o braile, o alfabeto fonético da Otan (papa), o alfabeto manual e a telegrafia visual. É a representação do elemento fósforo na Química, da potência elétrica medida em Watt, da pressão na Física e da unidade de distância pés. Sua abreviação pode significar página (minúscula) ou praça (topônimo).

Per.fil – substantivo masculino – gêneros textuais – gênero textual normalmente publicado em jornais e revistas que objetiva retratar e interpretar figuras públicas ou anônimas de forma tanto jornalística quanto, muitas vezes, literária. Em perfis, pessoas são retratadas a partir de um recorte de sua vida associado à atuação profissional, aos valores, à posição política, a um evento específico, etc., com o intuito de revelar as motivações, a personalidade e a importância da pessoa retratada no perfil. Texto predominantemente narrativo, embora possa haver momentos em que observações, considerações e análises sejam inseridas como forma de oferecer aspectos contextuais e analíticos ao texto. Espera-se a presença marcante das tipologias narrativa e argumentativa e é possível o uso das tipologias descritiva, expositiva e dialogal, enquanto a injuntiva não é esperada. Quanto às funções da linguagem, a predominante é a referencial, embora, de maneira coadjuvante, a emotiva também seja muito frequente. A fática e a metalinguística não são esperadas. A conativa e a poética são possibilidades.

Outros nomes: reportagem perfil, reportagem biográfica.

Ocorrência em concursos: UFU e Unicamp (Redação); Enem e vestibulares (Códigos e linguagens, Língua Portuguesa e Literatura).

Atualizado em 29 de abril de 2021

R

A letra R é a décima oitava do alfabeto latino e do atual da Língua Portuguesa (quando a letra “k” é considerada). Ocorre em cerca de 61 por cento das palavras e é a consoante que mais ocorre na Língua Portuguesa. É uma letra derivada de símbolos, que, para os fenícios, simbolizavam a cabeça. Está presente em outras formas de comunicação como o código Morse, o código internacional de navegação marítima, o braile, o alfabeto fonético da Otan (romeo), o alfabeto manual e a telegrafia visual. É a representação do aminoácido arginina na Bioquímica, da resistência elétrica medida em Ohm, de uma linguagem de programação, do Números Reais ou do ângulo reto na Matemática e do rei no xadrez. Sua abreviação pode significar raro (minúscula) e o topônimo rua (maiúscula).

Re.se.nha – substantivo feminino – gêneros textuais – gênero textual comumente publicado em veículos de informação em que se ambiciona analisar ou mesmo julgar uma produção intelectual de alguém (obra artística, crítica ou científica) a partir de um posicionamento pessoal. Comenta-se e avalia-se – por meio de resenhas – filmes, livros, obras literárias, etc. Quem faz resenhas é potencialmente um especialista no assunto (literatura, política, Filosofia, etc.) ou no tipo de produção analisado. Estruturalmente, espera-se que contenha as partes a seguir: título, introdução (informações sobre a obra analisada e tese), desenvolvimento (argumentação em favor da tese sobre a obra), conclusão (veredito, avaliação final ou indicação) e assinatura (esperada em veículos de informação, mas obrigatória em concursos se informado pela banca.). Mais comumente, usa-se a terceira pessoa, mas é possível ler resenhas feitas em primeira pessoa do singular em função do tom mais informal ou jovem de um determinado veículo de informação. Espera-se a presença marcante das tipologias injuntiva e argumentativa e é possível o uso das tipologias descritiva, narrativa, expositiva e dialogal. Quanto às funções da linguagem, a predominante é a referencial, embora, de maneira coadjuvante, a metalinguística e a conativa também sejam muito importantes. A fática, a emotiva, a metalinguística e a poética também são possíveis.

Outros nomes: resenha crítica, crítica.

Ocorrência em concursos: UFU e Unicamp (Redação); Enem e vestibulares (Códigos e linguagens, Língua Portuguesa e Literatura).

Atualizado em 30 de abril de 2021

Re.su.mo– substantivo masculino – gêneros textuais – gênero textual caracterizado pela síntese do conteúdo de um texto pré-existente, com o intuito de comunicar suas ideias mais importantes, sem análise crítica, sem acréscimo de informações ou de qualquer abordagem personalista. É necessário que seja empregado, na construção do resumo, um discurso derivado da norma padrão, além de, preferencialmente, seguir-se a mesma ordem das informações principais do texto original, daí a necessidade de que a leitura seja uma competência muito desenvolvida por quem resume as ideias alheias. Um resumo deve ter, portanto, brevidade, clareza e fidelidade temática ao texto original. Precisa, ainda, ser escrito com discurso próprio, ou seja, não devem ser copiados trechos do texto original, pois os que forem pertinentes devem ser reproduzidos com as palavras de quem elabora o resumo, ou seja, será largamente usado o recurso da paráfrase na construção desse gênero textual. Uma das formas de se iniciar um resumo é com construções que informem o título do texto original, o autor, a data e o veículo da publicação, o tema do texto original, etc. Desse modo, o leitor será melhor e mais eficientemente esclarecido sobre as informações fundamentais do texto resumido, além de, assim, ser possível uma visão geral e prévia acerca da obra original. Espera-se o predomínio da tipologia textual expositiva. É possível, a depender do texto a ser resumido, a presença das tipologias narrativa e descritiva. As tipologias injuntiva, dialogal e argumentativa são desnecessárias para a construção de resumos. Quanto às funções da linguagem, a predominante é a referencial, embora, de maneira coadjuvante, a metalinguística também seja muito importante. A fática, a conativa, a emotiva e a poética não ocorrem nesse gênero textual.

Ocorrência em concursos: UFU e Unicamp (Redação); Enem e vestibulares (Códigos e linguagens, Língua Portuguesa e Literatura).

Atualizado em 04 de maio de 2021.

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